[NOTA DO CENTRO ACADÊMICO GUEDES DE MIRANDA - CAGM EM APOIO À LUTA DOS ESTUDANTES BOLSISTAS DA UFAL]

[NOTA DO CENTRO ACADÊMICO GUEDES DE MIRANDA - CAGM EM APOIO À LUTA DOS ESTUDANTES BOLSISTAS DA UFAL]

Nós do Centro Acadêmico Guedes de Miranda viemos, através desta nota, tonar público o nosso apoio à luta e às reivindicações dos/das estudantes bolsistas da Universidade Federal de Alagoas- UFAL.

Recentemente foi anunciado pelo governo o corte de um terço da verba que seria destinada à educação. O lema da “Pátria Educadora”, que durante as campanhas de Dilma foi utilizado para evidenciar a educação como maior prioridade da atual gestão presidencial, ficou apenas no discurso. Foram cortados sete bilhões de reais que seriam repassados para as instituições de ensino, e com isso os/as diversos/as estudantes que dependiam de tal verba foram prejudicados/as.

Em nossa universidade podemos perceber que tais medidas atingiram diretamente os/as estudantes que estão vinculados/as aos programas de bolsas e assistência estudantil da PROEST (Pró Reitoria de Assistência Estudantil). Foram quase 20 dias de atraso no pagamento da bolsa de R$ 400,00, da qual milhares de estudantes são dependentes para arcar com os custos de vida em Maceió, bem como com xerox, materiais, passagens de ônibus e etc.

Outro problema que deve ser evidenciado é que tais programas de “assistência” têm se aproveitado da vulnerabilidade socioeconômica dos/as estudantes, que em sua maioria vem de outras cidades e interiores, para exigir que os/as mesmos/as realizem atividades que são de competência dos/as servidores/as e técnicos/as concursados/as da UFAL. Tal fato, além de impedir que o/a estudante utilize seu tempo para realizar pesquisas ou outras atividades em sua área de atuação, também é totalmente inadequado já que não há assistência quando a universidade exige uma contrapartida injusta dos/as estudantes.

Como consequência disto, deve-se deixar registrado aqui a absurda quantidade de casos de assédio moral sofridos pelos/as estudantes bolsistas, que vivem com o constante temor de perderem a bolsa pelo fato de recusarem-se a executar atividades que não são de sua competência.

Sendo assim, nós do CAGM nos colocamos ao lado dos/as bolsistas nesta luta e repudiamos a atitude da reitoria em não priorizar a assistência estudantil dentro de seu orçamento, bem como de exigir que os/as estudantes trabalhem como funcionários/as para que sejam “merecedores” de receber a Bolsa Pró Graduando.

Só a luta muda a vida. Avante estudantes!

Centro Acadêmico Guedes de Miranda
01 de Março de 2015

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